Psittacus

TERCEIRÃO TEXTO DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO

GERAÇÃO NEM-NEM

DISSERTAÇÃO ARGUMENTATIVA

 

TEXTO I

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TEXTO II

A “geração nem-nem”

Um em cada cinco brasileiros entre 18 e 25 anos não trabalha nem estuda. É a chamada “geração nem-nem”, dimensionada em estudo da Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Esses jovens são vítimas de um “desalento estrutural”, como analisou Fernando de Holanda Filho, professor da Fundação Getúlio Vargas (…). Ou seja: são pessoas que desistiram de procurar trabalho, porque não têm quase nenhuma qualificação, e tampouco querem voltar a estudar, porque não se sentem atraídas pela escola.

https://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,a-geracao-nem-nem-imp-,935944 

TEXTO III

Os jovens brasileiros considerados “nem-nens” ou “desengajados” têm diversas razões para estarem assim. A primeira delas é o que as autoras chamam de barreiras à motivação interna, ou seja, falta de aspiração ou predisposição para voltar aos estudos ou ao trabalho. Nesse perfil, encontram-se principalmente as mulheres casadas e com filhos pequenos, vivendo sob normas sociais que reforçam seu papel de cuidadoras e restringem suas oportunidades econômicas. (…) No segundo grupo, estão aqueles que expressaram motivação para voltar a trabalhar ou estudar, mas não tomaram uma providência porque lhes faltam as ferramentas necessárias para realizar essa aspiração. (…) Por último, o estudo conta a história de jovens que, embora tenham se esforçado para estudar ou trabalhar, desistiram por causa de barreiras externas. Entre elas, os desafios de conciliar emprego e sala de aula, poucos recursos financeiros ou qualificação, falta de transporte público seguro para se locomover entre uma atividade e outra, e a crise econômica do país. As que já são mães relataram, ainda, a discriminação que sofreram por parte de potenciais empregadores.

https://www.ecodebate.com.br/2018/03/26/geracao-nem-nem-jovens-que-nao-estudam-nem-trabalham-escolha-ou-falta-de-opcoes/

TEXTO IV

Os jovens da geração nem-nem demonstram falta de garra, de ambição, da noção de que se Deve lutar pelo futuro, e não deixar essa responsabilidade na mão dos pais (…).

https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-geracao-nem-nem-arpjjoc29d161corug6mtdtwn/

COMANDO: Escreva um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema: Os problemas que envolvem a “Geração nem-nem” no Brasil. COMO RESOLVER?

ATENÇÃO! Envie seu texto como ANEXO para profzumas@bol.com.br até o dia 8 de setembro. Não se esqueça de colocar seu nome e faça um texto entre 15 e 22 linhas.

Evite enviar seu texto por WhatsApp – em havendo dificuldade, peça para um colega  enviar o seu trabalho por você .

 

EXEMPLOS DE TEXTOS SOBRE O TEMA:

Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

Cerca de 20% dos jovens vivem com seus pais e cerca de 25% não trabalham nem estudam. Como mudar essa geração canguru/nem-nem, que não tem iniciativa? Isso é um problema proveniente de diversos fatores, principalmente da falta de diálogo e apoio da família e da escola, que não prepara os cidadãos para a “vida real”.

Durante a adolescência, ninguém está interessado com o futuro e sim com festas, namoro e zoação. Soma-se a isso o fato que o sistema educacional brasileiro é ruim e força o aluno a estudar muito do que ele não quer. Isso acaba refletindo no futuro, quando o jovem fica sem saber o que fazer da vida. A escola ensina que, para ser aprovado, você precisa decorar o conteúdo mas não é isso que ocorre em vestibulares. Esse tipo de cosia só acostuma mal o recém-adulto que causa esse desemprego e desinteresse.

Somado a isso, podemos dizer que o conceito da sociedade atrapalha os brasileiros. Já está imposto na sociedade que você tem que sair do ensino médio direto para a faculdade ou para um emprego, sendo que esses não são os únicos caminhos. Além disso, o garoto escolhe uma faculdade/profissão sem muito critério e fica infeliz, por culpa dessa pressão imposta, geralmente pela família. A dúvida entre seguir o que gosta ou seguir o que dá mais dinheiro muitas vezes aparece, fazendo ele ficar sem nenhum dos dois.

Ou seja, tudo isso acarreta em jovens adultos morando com seus pais e/ou sem estudar nem trabalhar. É fácil se sentir perdido, aborrecido com o pouco apoio escolar e familiar e manter a vida do jeito que está. Para contornarmos isso, existem duas medidas cabíveis. A primeira, é dar um controle maior da grade escolar para os alunos se decidirem e conhecerem melhor cada área. A segunda, é acabar com essa responsabilidade de resolver a vida rápido e lembrarmos que ainda há tempo pela frente. Fica a encargo do governo e das pessoas, respectivamente.

Geração canguru

O Brasil sempre foi marcado pelas diferenças sociais sejam religiosas, étnicas e até mesmo escolares. É fato, que os jovens que estudam mais permanecem mais tempo na casa dos pais tornando-se assim a “geração canguru”, ademais os jovens que não obtiveram das mesmas oportunidades de estudo, a “geração nem-nem”, acabam não encontrando espaço no mercado de trabalho.

Canguru é um mamífero em que os filhotes só saem da bola materna quando se sentem seguros, e com muita frequência ao tornaram-se adultos continuam querendo ficar junto dos pais. Não raro, é o que cada vez mais os jovens brasileiros estão fazendo, pois com a necessidade de estudar mais acabam retardando a saída da casa dos pais para aperfeiçoar a renda financeira, já que são notórios no país os poucos incentivos governamentais aos jovens para dar prosseguimento aos estudos, como bolsas e auxílios, e como parte dos pais suprem os recursos financeiros dos jovens torna-se mais cômodo a alternativa de morar com os pais.

Bem como, os jovens que não tiveram de prosseguir seus estudos, ou até mesmo se sentiram desmotivados para continuar, pois boa parte das escolas possuem salas de aulas com problemas de superlotação, estrutura precária e professores desmotivados que implica na evasão escolar e sem qualificação os jovens se veem a mercê do desemprego. Outrossim, nem estudar e nem trabalhar, acresce ao fato dos jovens recorrerem ao mundo das drogas e criminalidade para buscar seu sustento, e torna-se cada vez maior a violência nos centros urbanos.

Em suma, para controlar o crescimento da “geração nem nem? e dos “jovens cangurus? é fundamental o papel do Estado na disponibilização de recursos à educação, com a construção de mais escolas para minorar o problema de superlotação e a maior remuneração dos professores para sua motivação. Como também, o apoio da iniciativa privada em fazer parcerias com universidades para financiar bolsas de pesquisas aos jovens, por meio de auxílios que assegurem sua independência financeira.

Geração nem-nem

No filme “De repente 30”, a protagonista adolescente (13 anos), descontente com a realidade atribuída a sua idade, deseja ser adulta. Pois isso significava que seria mais bonita, teria independência financeira e um bom emprego, entre outros fatores que, para ela, representam o amadurecimento. No decorrer da história, realiza esse desejo ao acordar um dia, espontaneamente, com 30 anos. Diferentemente da ficção, atualmente os jovens pertencentes à “geração canguru” pouco desejam trabalhar, estudar ou sair da casa dos pais. Assim, é evidente um retardo no seu desenvolvimento profissional e individual, devido à descontinuidade nos estudos e ao conforto atribuído à dependência financeira dos pais ao economizar com custos de moradia, por exemplo.

                 A priori, conforme Francis Bacon, filósofo inglês, o conhecimento é poder. Porém, tal poder, que tem potencial para mudar realidades, por exemplo, ao possibilitar melhor inserção no mercado de trabalho, é limitado quando há um déficit no sistema educacional. Tal qual ocorre no Brasil, cujo ensino é marcado pela desvalorização dos profissionais da educação e a falta de infraestrutura, sendo desvantajoso para a qualificação da mão de obra da população economicamente ativa.

                 Outrossim, o fenômeno da “geração floco de neve”, termo utilizado na psicologia para denominar os jovens criados sob extrema proteção dos pais, denuncia o modo como a criação familiar também pode influenciar durante sua transição para a fase adulta. Conforme essa teoria, eles seriam mais sensíveis e “derreteriam” quando expostos a situações que os façam sair de sua zona de conforto, processo esse pertencente ao seu crescimento e suas respectivas responsabilidades.

Em vista dos fatos apresentados, é necessário que haja maior investimento estatal nas redes públicas de ensino com reformas nos salários de professores, distribuição de apostilas individuais e outras ações que tornem o ambiente escolar propício a um bom aproveitamento, como a construção de novos colégios para que haja diminuição da lotação das salas. Analogamente, as instituições familiares devem estimular o desenvolvimento dos jovens visando sua independência em determinada idade, visto que eles precisam se atentar para a realidade social e suas exigências, e amadurecerem a partir disso. Desse modo, a vida adulta será alcançada pelos flocos de neve por meio de oportunidades, apoio e evolução no seu desenvolvimento.