Mais uma vez usamos nosso espaço para falar sobre os riscos de arma de fogo em casa e a necessidade de desarmamento. Hoje, o filho de um escrivão da polícia civil saiu da escola mais cedo e foi para casa acompanhado de amigos. Na residência, o menino decidiu mostrar aos colegas de classe a pistola do pai. A arma disparou e o tiro atingiu o melhor amigo do garoto, que morreu na hora.

O drama vivido pela família do policial civil nos comove. Mas também alerta para os cuidados com arma de fogo e principalmente a necessidade cada vez maior do desarmamento geral. Confira o editorial de hoje do Barra Pesada sobre o tema.

 

 

Vimos mais essa tragédia, envolvendo adolescentes. Um vai mostrar a arma do pai policial a um amigo de escola e por um disparo acidental atinge o amigo com um tiro mortal na cabeça.

Esse problema de arma em casa ao alcance de menores ou de pessoas que não sabem lidar com elas, já tem causado grandes tormentos. E esse sentimento de terror, nas pessoas, fruto dos traumas, do aumento da criminalidade, da ineficiência da segurança, que atinge a todos, é o grande indutor da generalização das falsas defesas.

As pessoas pensam que tendo uma arma em casa, estão mais protegidas. Mas não é verdade. Profissionais são treinados para saber usar a arma como instrumento de trabalho em serviço. Vez por outra, porém, são surpreendidos pelo uso inadequado. Não queremos aqui fazer nenhum juízo de valor sobre esse caso em si, mais uma lamentável tragédia. Queremos tão somente aproveitar o episódio para insistir sobre a necessidade de desarmamento geral: dos criminosos e do cidadão que quer a paz.

A arma não produz o bem. A história é de destruição e de morte. Portanto, vamos cobrar segurança dos governos e nos desarmar, sobretudo dos maus sentimentos responsáveis pela onda de violência que varre o mundo.